LFF – 5º Dia

Filme: Up in the Air

Nota: * * * *

Quem tava por lá: Jason Reitman, Vera Farmiga, Anna Kendrick

Vera Farmiga e Anna Kendrick, atrizes, e Jason Reitman, diretor do excelente "Up in the Air"

Vera Farmiga e Anna Kendrick, atrizes, e Jason Reitman, diretor do excelente "Up in the Air"

A sessão: como suspeitava, George Clooney não aguentou 5 dias Londres. Do frio de Londres, talvez, porque, sim, já tá um frio desgraçado aqui, principalmente à noite. Acho que no fim foi bom pois, depois de dois dias seguidos de Clooney na semana, a atenção acabou voltada pros outros talentos do filme: o diretor e as duas estrelas femininas. Filmes grandes como este têm tido duas sessões na pré-estréia, separadas por 15 minutos de início. Eu peguei a segunda e depois descobri que teria uma Q&A somente para o público da segunda. Baita sorte! O trio então voltou após o filme. Por não serem “tão” famosos, sem badalação excessiva, rendeu uma conversa boa, sobre o roteiro, inspirações, os personagens etc. Jason Reitman tem a minha idade e já dá sinais de genialidade. Gostei de Juno, bastante até, mas não amei como muitos. E naquele caso me pareceu que os principais créditos eram pra roteirista Diablo Cody e pra estrela Ellen Page. Pois já nesse ele escreveu o roteiro (inspirado num romance) e revelou ser seu projeto mais pessoal. Falando muito bem – e engraçado – contou que seu próximo projeto é um roteiro em parceria com Jenny Lumet (Rachel Getting Married). Já as moças são claramente estrelas em ascensão. Vera Farmiga é uma típica “quase famosa” em Hollywood: excelente atriz mas que ainda não foi catapultada ao sucesso, mesmo tendo bons papéis recentemente, como em os Os Infiltrados  e O Menino do Pijama Listrado. Contou que está prestes a estrear na direção, com um projeto – não entendi direito o que ela falou – sobre mulheres e o cristianismo, ou algo assim. Já Anna Kendrick vem do teatro – foi a segunda atriz mais jovem da história a ser indicada a um Tony de melhor atriz de musical (aos 13 anos, em 98, por High Society) – e apareceu agora como a Jessica da saga Crepúsculo/Twilight (só tô citando, pois não vi o primeiro filme). Apesar de não terem uma beleza tradicional, ambas estavam lindas pessoalmente, especialmente Vera com seus inacreditáves olhos azuis (no filme então, chega a ser um desaforo). Pois o status “quase-famosas” deve mudar em breve, já que ambas estão cotadas para o Oscar de coadjuvante deste ano.

Beleza incomum e encantadora das duas possíveis indicadas ao Oscar de coadjuvante

Beleza incomum e encantadora das duas possíveis indicadas ao Oscar de coadjuvante

O filme: Outra agradável surpresa, superior ao que esperava. É um daqueles roteiros inteligentes, mas sem querer ser irritantemente cool, como Juno, por sinal. Apesar de ser um tanto fora do meu mundo, por exemplo (pessoas que voam muito, por causa de seus trabalhos), me pareceu absolutamente real, humano, engraçado, romântico e que faz pensar. Depois que acabou, pensei em Lost in Translation. Tipo um filme que, no fundo, não tem nada demais. Nem uma virada de roteiro, nem atuações espalhafatosas, mas que cativa por inteiro o espectador. O trio está perfeito, incluindo um George Clooney discreto e humano. Que venham os Oscars.

Advertisements

Leave a comment

Filed under Famosos, Festivais, Filmes vistos

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s