LFF – 6º Dia

Ressuscitados por Todd Solondz: Ally Sheedy e Paul "Pee Wee" Reuben, mais a ótima Shirley Henderson

Ressuscitados por Todd Solondz: Ally Sheedy e Paul "Pee Wee" Reuben, mais a ótima Shirley Henderson

 

 

O filme: Life During Wartime

Nota: * * *

Não teve première, só o filme mesmo. Gosto do Todd Solondz. Lembro de ter adorado Bem-Vindo à Casa de Bonecas e Felicidade mas confesso que não lembro de muita coisa dos filmes em si. Na verdade todos parecem o mesmo, pois ele segue sempre o mesmo estilo, da sátira, usando os freaks americanos como personagens, os tarados, os pervertidos, os maníacos, os doentes, mas de uma maneira bem humorada e até doce. Nesse novo é exatamente a mesma coisa. Estão todos lá. E um dos focos é sobre um guri de 13 anos, o que me deu, confesso, uma leve perturbada. Não quanto aos temas ou a história em si, mas fiquei o tempo todo pensando como fica a cabeça dum guri desses tendo que falar coisas “se meu pai é um pedófilo, quer dizer que eu também vou estuprar outros meninos quando crescer?!. Sei lá… tem que ter uma mãe muito boa e um bom psicólogo do lado pra acompanhar a cabeça dessa criatura, mesmo que ele saiba que “tudo” é ficção. Ah, e o ator (Dylan Riley Snyder), por sinal, é ótimo. Assim como o elenco no geral. E é isso que dá gás aos filmes de Solondz: as performances (vide Philip Seymour Hoffman e Paul Giamatti em filmes anteriores dele). Aqui, as mulheres dão um banho, em especial Allison Janney (genial como sempre), Shirley Henderson (incrível), a ressuscitada Ally Sheedy (meio caricata, mas adequadamente patética) e uma ponta genial de Charlotte Rampling. E tem até o Pee Wee Herman!! Apesar dos temas “profundos”, podia ter ido mais fundo, a meu ver.

 

Talento de sobra: o diretor Steven Soderbergh e o roteirista Scott Z. Burns

Talento de sobra: o diretor Steven Soderbergh e o roteirista Scott Z. Burns

Filme: The Informant!

Nota: * * * *

Quem tava por lá: Steven Soderbergh

A sessão : A “menor” première até agora, com um mini-tapete (tem hífen agora ou não? alguém ajuda!) vermelho, só para não deixar o Steven Soderbergh entrar pelos fundos, coitado. Ele, o roteirista Scott Z. Burns e o produtor Gregory Jacobs apresentaram o filmem, mas só os dois primeiros voltaram para uma Q&A depois. Sempre gostei do Soderbergh. Lembro com tanto carinho de O Inventor de Ilusões, um filme que simplesmete adorei lá pelos idos de 1993 eu acho. Lindo! E não tem como não concordar que o cara é eclético! Dos Onze Homens a Traffic, de Solaris aos 2 Che, fora as bizarrices independentes (geralmente fracas, diga-se, como Full Frontal e Bubble). Mas tem talento, é ousado, criativo e, pessoalmente, muito engraçado. Ficou dando uma de bêbado no palco e tirou sarro do roteirista (o mesmo de O Último Bourne, há de respeitá-lo a partir de agora!) o tempo todo. As perguntas não foram lá muito inspiradoras, mas é sempre (muito) bom ver alguém de tanto talento falando. Nada mal pra uma noite gelada de segunda-feira.

De Che a Erin Brockovich, ouvir Steven Soderbergh falar , ainda mais pessoalmente, é sempre um prazer

De Che a Erin Brockovich, ouvir Steven Soderbergh falar , ainda mais pessoalmente, é sempre um prazer

O filme: Tenho por regra ler o menos possível sobre os filmes que quero muito ver, assim como os aqueles tachados ”surpreendentes”. Ler nada mesmo sobre a história, o roteiro, nada. Até evito ver trailer (já cansei de virar a cara no cinema, pra evitar aqueles malditos trailers que contam o filme do início ao fim – o exemplo recente de The Time Traveler´s Wife é inacreditável!). Pois com esse The Informant! fiz o mesmo, pois toda a campanha do filme foi em cima de algo como “tão inacreditável que é verdade”. É isso que faz a diferença. Coisa boa quando um filme vai te ganhando aos poucos, vai crescendo, o roteiro vai te surpreendendo. E com o novo Soderbergh, foi exatamente assim. Começa tímido, até meio burocrático (cheguei a pensar que ia ficar numa pataquada de espionagem industrial e ia acabar não entendo bulhufas), mas não. Vqi virando uma comédia das boas. O diretor é abusado, enfia umas cores velhas na fotografia, uma trilha a la Jeannie é um Gênio que, claro, causa um estranhamento, parecendo por vezes forçada demais. Mas essa era a idéia, dar um tom quase pastelão àquela história tão incrível. E é TUDO culpa de Matt Damon. Tirei o chapéu pro cara. Muito engraçado mesmo. A melhor interpretação da carreira, sem qualquer dúvida. Anos-luz de Gênio Indomável, please!

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1 Comment

Filed under Famosos, Festivais, Filmes vistos

One response to “LFF – 6º Dia

  1. Halal

    faço das tuas as minhas palavras: melhor papel do Matt Damon. e aquela peruca?

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