LFF – 9º Dia

O retrospecto da carreira de Clive Owen foi comandado pelo jornalista Jason Solomons

O retrospecto da carreira de Clive Owen foi comandado pelo jornalista Jason Solomons

Quem diria… eles já tão se repetindo!! hahaha. Depois de vê-lo na première de Duplicity (muito bem acompanhado por dona Julia Roberts, dessa vez foi a chance também de ouvir Clive Owen. O segundo dos Screen Talks do festival foi comandado pelo jornalista Jason Solomons, do Guardian, ótimo entrevistador, super solto e daqueles que realmente gostam e sabem do que falam (só pareceu um pouquinho deslumbrado com o entrevistado… mas quem pode julgá-lo, já que nunca se viu tanto flash de câmeras na platéia). Em meio ao “era uma vez” tradicional sobre o começo da carreira, contou alguams historinhas curiosas. Que na época de Closer, teve que voar para Los Angeles para uma cerimônia de premiação, onde ia apresentar um dos prêmios. O avião atrasou e ele não chegar a tempo e acabou substituído na apresentação, mas ainda assim correu feito louco para chegar lá e representar o filme (era uma categoria para “melhor elenco”). Daí sentou, sorriu para a câmera na hora de mostrarem os indicados, perdeu, sorriu de novo, e minutos depois levantou para ir embora, pois tinha que pegar imediatamente o mesmo avião de volta para Londres para outro compromisso. Vida tranquila a dele não?

Atenção pra botina!!

Atenção pra botina!!

Mostraram clipes de Close My Eyes (filme independente britânico em que fez um gay que tem uma relação incestuosa com a irmã), Crupiê (que o lançou para a fama de verdade, provocando os infindáveis boatos de que seria o novo 007, para o qual revelou ter sido sim sondado, mas nunca proposto oficialmente – apesar de dizer que não era algo que quisesse realmente), Closer (havia interpretado o papel de Jude Law no teatro, e diz que ficou louco com a chance de trabalhar com Mike Nichols – não é pra menos!), Children of Men (filme que deu um trabalho absurdo, totalmente coreografado e ensaiado, mas que adorou fazer) e Duplicity (novamente com a amiga Julia Roberts, por quem se rasgou em elogios, e disse ser o roteiro mais brilhante que já leu :O ). E, claro, encerrou com o novo The Boys Are Back, de Scott Hicks (o mesmo de Shine, e que estava na platéia). A première desse foi um dia antes, mas não pude ir (troquei pelo Michael Haneke… acho que foi uma boa escolha não? :O). Jason Solomons chegou a desejar boa sorte na próxima temporada de prêmios, pois tinha certeza que ele será lembrado pelo filme. Será que é pra tanto? Pior que só poder saber em janeiro, quando o filme estreia comercialmente. PS: Autógrafo no DVD de Closer garantido 🙂

Dupla que vai dar o que falar: aperitivo de Julianne Moore e a pupila Amanda Seyfried

Dupla que vai dar o que falar: aperitivo de Julianne Moore e a pupila Amanda Seyfried

Filme: Chloe

Nota: * * * ½

Quem tava por lá: Julianne Moore, Amanda Seyfried, Ivan Reitman, Atom Egoyan

A sessão: De novo tive que correr dum lugar pro outro (dessa vez não tão desesperado, felizmente). Cheguei no Vue e os fotógrafos já tavam recolhendo seus equipamentos – sim, Julianne e cia. já tinham passado por lá e estavam dentro do cinema. Ai que medo. Meu ingresso era pra sessão das 8h30 e descobri que a Q&A seria só pro povo das 8h45. Dei uma cantada em um dos porteiros/segurança e ele disse pra falar com ele na saída que ia me botar na outra sessão depois que acabasse. Sento eu, na minha segunda (e ótima) fila tradicional. A diretora do festival Sandra Hebron chama o canadense Atom Egoyam. Aí ele chama um que nunca imaginei que poderia estar lá (não tinha lido nada muito profundo sobre o filme): Ivan Reitman, o cara por trás de Os  Caça-Fantasmas, que é produtor e, na real, foi o que trouxe a idéia de refimar o francês original. Aí vem Amanda Seyfried, linda e graciosa, e ela… ai ai… Julianne Moore com seu longo vermelho, seus cabelos ruivos lisíssimos e um sorriso do tamanho da tela do IMAX. Claro que a câmera tremeu feito Parkinson, e consegui fazer uma única foto boa dela (só não chorei de raiva, porque sabia que no dia seguinte teria muito mais chances pra isso). Depois, as atrizes não voltaram pra Q&A, apenas diretor e produtor. Reponderam meia dúzia de perguntinhas sobre a história e, no fim, acabaram ouvindo, surpreendentemente, algumas críticas (sutis, ok) da platéia, como a de que o papel do filho não era bem desenvolvido, e o final pareceu um tanto óbvio. Claro que os dois tiveram explicações na ponta da língua, perfeitamente adequadas para os propósitos que tinham quando filmaram mas que, sim, podem (e devem) ser questionados/discutidos pelo espectador.

 

Depois do filho Jason, uma aparição surpresa do veterano Ivan Reitman, que produziu o filme dirigido por Atom Egoyan (dir.)

O produtor Ivan Reitman e o diretor Atom Egoyan

O filme: Não vi o original francês Nathalie da Anne Fontaine (a mesma do Chanel), de 2003, e que tinha no elenco original era Emmanuelle Bèart, Fanny Ardant e Gérard Depardieu. O roteiro foi adaptado (ou reiventado, já que mudou muito, disseram os realizadores) pela Erin Cressida Wilson, a mesma do ótimo Secretária e o interessante A Pele. Longe de ser um filme profundo e brilhante como O Doce Amanhã, por exemplo, mas tem sim suas qualidades. É elegante, bem fotografado e tem belos diálogos. Mas o elenco salva tudo. Fui com a idéia de que Julianne era coadjuvante do Liam Neeson e até da Amanda Seyfried, que tinha lido que roubava o filme e era uma sensação. Pois Juju é a primeira dos créditos e é sim o centro do filme. E o faz como nunca! Putz, que mulher é essa! Que coragem! Que olhos! Que respiração! Não tem o que dizer dela, simplesmente perfeita. Liam é sim o coadjuvante da história, mas faz com a competência (neutra) de sempre. E Amanda surpreende pelo papel absolutamente diferente do que se viu dela (comparar com Mamma Mia chega a dar pena) e sai-se bem. Tenho a impressão que pode ser um dos poucos filmes “comerciais” do Atom Egoyan, que possa render algum dinheiro com público consumidor de thrillers hããã… eróticos.

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Filed under Famosos, Festivais, Filmes vistos

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