LFF – 13º Dia

Filme: Taking Woodstock

Nota: * * * *

Quem tava por lá: Ang Lee, Imelda Staunton, Henry Goodman, James Schamus

O diretor Ang Lee e a atriz Imelda Staunton: dupla das boas

dupla das boas: o diretor Ang Lee e a atriz Imelda Staunton

 

A sessão: Como sempre, bastante muvuca em frente ao cinema, na parte principal da grade dos tietes. A entrada pros convidados (e/ou pagantes, como preferir) era pela lateral, no início da rua. Como cheguei cedo, resolvi esperar do lado mesmo, como fiz na première do The Road e peguei Viggo Mortensen, Ben Kingsley e John Hurt de barbada. Dito e feito! Mal cheguei ali e quem desponta? Ang Lee, Imelda Staunton e Henry Goodman, juntos! Uns poucos caçadores de autógrafos na grade lateral chamaram ele e eu – gato escaldado! – carregava o DVD de Lust, Caution (quee comprei logo que cheguei em Londres, quando o filme nem sequer tinha data pra estrear nos cinemas brasileiros!). Sem esforço nenhum, alcancei a capinha e Mr. Lee, simpaticíssimo, autografou. E, copiando um cara que tava do meu lado, dei minha câmera pra assessora dele tirar uma foto de “nós” enquanto ele assinava. Simples assim.. “ô filha pega a minha máquina aí e tira uma foto desse vencedor do Oscar comigo, vamo!”. A coitada da Vera Drake não fez muito barulho por onde passou, mas consegui tirar uma foto dela com o dedo no nariz! J E o tal Goodman, desculpe, nunca tinha ouvido falar (mas tá muito bem no filme, diga-se). Lá dentro, o trio, mais o roteirista James Schamus (colaborador tradicional de Lee) introduzir o filme. “Percebi que tinha feito seis tragédias seguidas, achei que era hora de tentar algo mais leve. E acho que fizemos um filme maravilhoso”. Muito bem resumido, Mr. Lee! Palmas pro senhor, mais uma vez!

momento inesperado, mas muuuuito legal: autógrafo e fotinha com o grande Ang Lee :)

Momento inesperado mas muuuuito legal: autógrafo e fotinha com o grande Ang Lee 🙂

O filme: Ang Lee tá na minha lista de diretores favoritos. Com o perdão da comparação, é tipo um Billy Wilder, encara (e faz muito bem) qualquer gênero. Já foi do western ao drama gay, das artes maciais fantásticas ao thriller erótico, passando por ninguém menos que o incrível Hulk! A versatilidade do taiwanês é mesmo admirável, e aqui ele foi fuçar na história de Woodstock, completamente nada a ver com suas origens, por exemplo. E conseguiu fazer um filme nada óbvio e adorável. A história curiosa, a recriação visual perfeita (mas não chata como dos muitos filmes hippies que se vê por aí) e o elenco, que é uma beleza, no geral todo simpático e eficiente, mas com algumas participações memoráveis, como Imelda Staunton, ranzinza e hilária como a mãe judia, e Liev Schreiber, o segurança-travesti. Nada muito profundo ou que faça o espectador carregar cenas pro resto da vida (como Brokeback Mountain, por exemplo), mas não precisava ser tão ignorado como está sendo pelos críticos. Em tempo: não sei por que mas fiquei reparando nos fios brancos no cabelo do protagonista, que aparecem em alguns closes… depois fui ver que o Demetri Martin (um comediante de origem, roteirista do programa do Conan O´Brien) tem 36 anos!!! Será que é do ator ou uma característica do personagem (real) na época? Infelizmente, Ang Lee não voltou depois do filme pra responder à minha dúvida 😛

PS: Duas decepções no mesmo dia. Primeiro me ligam do BFI dizendo que cancelaram The Variety Interview, que ia ter na quarta-feira. O suposto convidado pra entrevista-surpresa suspendeu a vinda ao festival, por motivos de trabalho. Eu suspeito que poderia ser o Michael Moore, que também não veio apresentar o Capitalism: A Love Story como o filme-surpresa no domingo. E, falando em surpresa, tinha a segunda sessão-mistério, na segunda-feira, exclusiva (e gratuita) para membros do BFI. Sento lá, ansioso pela segunda surpresa, e me aparece o quê? Capitalism de novo!! Ah fala sério! Por que nunca disseram que o “Surprise Film” pago era o mesmo do de graça? Tudo bem que a sessão pra membros é por sorteio e poderia não ter conseguido o ingresso afinal, mas achei bem decepcionante. Me levantei na mesma hora, assim como um outro punhado de gente que passou pela mesma situação – viu o filme no dia anterior. No fundo, bem no fundo, acho que foi bom, pois o Surprise Film era 18h30 no BFI e eu tinha sessão do Taking Woodstock às 20h30. Ia provavelmente não só chegar atrasado pro começo do filme, como perder a introdução do Ang Lee e, pior ainda, a chance de pegar o autógrafo e a foto com ele. Deus sabe o que faz né? Cada vez mais acredito nisso 😉

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1 Comment

Filed under Famosos, Festivais, Filmes vistos

One response to “LFF – 13º Dia

  1. Halal

    …boa essa comparação com o Billy Wilder. e impagável o Liev Schreiber, hã??

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