LFF – último dia

Filme: Nowhere Boy

Nota: * * *

Quem tava por lá: Kristin Scott-Thomas, Sam Taylor-Wood, Aaron Johnson, Anne-Marie Duff, Thomas Sangster, David Morrissey

Entramos juntos no cinema: a diretora Sam Taylor-Wood e o protagonista Aaron Johnson (mais duas mini-atrizes do filme)

Entramos juntos no cinema: a diretora Sam Taylor-Wood e o protagonista Aaron Johnson, atuais namorados! (mais duas mini-atrizes do filme)

A sessão: Mais uma vez, driblei os “obstáculos” e dei um jeito de arranjar ingresso que não tinha conseguido antes. Dessa vez, era o filme de encerramento do festival… poxa, fui todo santo dia e não ia conseguir ver logo o último, na grande “gala” final? Pois eis que fui cedo pra fila dos “return tickets” e, em pouco mais de meia hora, já tava com o ingresso na mão! Facinho, facinho… só pegar as manhas que se consegue tudo! Como tinha quase uma hora e meia antes de iniciar a sessão, resolvi lembrar os “velhos” tempos e fui pra grade com o resto da muvuca. Foi um tanto mais aborrecido que de costume (será que tô desacostumado já?), pois demorou muito a chegar o pessoal do filme, e o lugar que fiquei era podre, sem muito “atrativo” pros famosos (leia-se nenhum caçador de autógrafo oficial que gritasse o suficiente pra que eles chegassem perto). Mas ainda assim deu pra ver a diretora Sam Taylor-Wood, atores como Anne-Marie Duff, David Morrissey, Thomas Sangster (o guri loirinho filho do Liam Neeson em Simplesmete Amor – cresceu mas não taaaaanto hehehe) e, claro, bem no finzinho, Kristin Scott-Thomas, que não deu muita atenção pros fãs não. Por ficar esperando tanto por ela tive que correr pra entrar no cinema. Lá dentro, alguma pompa (smokings e longos ocasionais) e discuros e agradecimentos de gente do BFI, do secretário de Estado da Cultura, Mídia e Esporte, Ben Bradshaw (que anunciou £65 milhões para uma nova casa pro National Film Centre) e, claro da equipe de Nowhere Boy. A diretora puxou o coro, agradecendo primeiro (e quase chorando) o falecido Anthony Minghella, e depois chamando outros produtores,  o roteirista, equipe técnica e vários do elenco (incluindo os três ótimos protagonistas Duff, Thomas e Aaron Johnson). Muitos (muitos!) aplausos no fim do filme. Ao que parece, prata da casa sempre tem um gostinho especial…

Pouco acessível mas elegante que só ela: Kristin Scott-Thomas

Pouco acessível, mas elegante que só ela: Kristin Scott-Thomas

O filme: A diretora artística do festival reiterou na introdução do filme que a honrosa escolha para o encerramento não foi por ser um filme britânico, mas sim por “estar entre os melhores”. Beeem difícil de acreditar, Sandrinha. Vai querer me convencer que Nowhere Boy é melhor que White Ribbon? Que Un Prophête? Que Precious? Que, digamos, qualquer um dos que vi no festival, por exemplo? Nãnãnãnã. Mas ao mesmo tempo, quem pode negar o charme de um filme sobre a juventude de John Lennon? Especialmente se feito por um elenco e equipe totalmente britânicos. Por ser o filme de estréia de uma artista plástica no cinema, espera algum desafio visual a la Julian Schnabel, por exemplo. Mas nada, nenhuma firulinha, um ângulo tortinho, uma edição bagunçada… nothing! Ela deve ter ficado com medo de “mexer em terreno sagrado” né? Receio de desrespeitar a memória do Beatle ou de não agradar às massas de fãs – ou  não – de Lennon. Sim, porque o filme poderia ser sobre qualquer adolescente inglês dos anos 60, com seus problemas familiares, apenas tirando o fato de um tal Paul cruzar o caminho do protagonista e duas músicas (pouco conhecidas, pelo menos pra mim) da dupla tocarem na trilha sonora. Isso é um problema? Ok, não necessariamente. Mas não era o que estava esperando, pra dizer o mínimo. Mas é inegavelmente bem feito, fotografia bonita e atores muito bons. O novato Aaron Johnson é muito carismático e as duas atrizes centrais – mãe e tia de John Lennon – estão ótimas (não vai ser surpresa se Anne-Marie Duff e Kristin Scott-Thomas aparecerem na lista de indicadas como coadjuvantes na temporada de prêmios). Apesar de bonitinho mas ordinário, não tenho dúvida que vai fazer algum sucesso comercial.

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Filed under Famosos, Festivais, Filmes vistos

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