London Film Festival: balanço

Cabô 😦 Foi uma quinzena intensa, de muitas e grandes emoções. Cansativo às vezes sim (muito dias saía de casa 8 da manhã, trabalhava o dia inteiro e voltava passando da meia-noite), mas inesquecível. Me sinto bem orgulhoso de ter conseguido aproveitar tanto já no meu primeiro ano em Londres. Não sabia exatamente da existência do festival quando saí do Brasil. Ok, até podia ter ouvido falar, mas não tinha isso em mente quando vim pra cá, não era algo que sonhava, por exemplo. E em tão pouco tempo, consegui não só me informar de tudo, como me programar o suficiente (inclui-se nisso trabalhar horrores e conseguir grana para tal, obviamente). É um paraíso para qualquer cinéfilo – a chance de ver filmes em primeiríssia mão (muitos vão estrear por aqui só ano que vem), e até uma estreia mundial (Nowhere Boy), mas principalmente por conhecer gente que se admira há décadas, chegar perto deles, ouvi-los falar, enfim respirar cultura em seu mais alto grau. Um luxo que espero poder repetir, com certeza! Coloquei mais fotos da “cobertura” do festival no Orkut, e aproveito para agradecer a Roseli pelo empréstimo da câmera, que ajudou e muito para registrar todos esses momentos memoráveis.

Bom, de acordo com a organização, o The Times BFI 53rd London Film Festival exibiu 193 longas e 113 curta-metragens de 46 países, incluindo 15 estreias mundias. Foram 515 sessões com 553 realizadores, sendo 277 de fora do Reino Unido. Orgulham-se repetindo que o foi o maior e melhor festival até agora! Sorte a minha não? E o mais legal desse festival é que é direcionado para o público mesmo, para os fãs de cinema, e não só para críticos e profissionais da área. Vai quem quer (e pode). E este ano foram 124.000 pessoas, nove mil a mais que no ano passado.

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Tahar Rahim, protagonista de Un Prophète, recebe o prêmio de melhor filme do festival

 

No penúltimo dia do festival, teve a primeira cerimônia de premiação da história do festival (nunca teve um júri antes), com jantar/festa fechado só para convidados (quem sabe ano que vem não descolo um ingresso também? 😛 ). O júri principal foi encabeçado por Anjelica Huston, que escolheu o francês Un Prophète como melhor filme do festival. Justo. Escolheram ainda o melhor estreante britânico (o roteirista Jack Thorne de The Scouting Book for Boys; o filme de estréia mais imaginativo (o israelense Ajami); o melhor documentário (Defamation, também de Israel); além de dois prêmios honorários, chamado BFI Fellowship, ao diretor Souleymane Cissé (de Mali) e ao grande ator britânico John Hurt, que encontrei nada menos que três vezes no festival, um dos mais simpáticos que já vi por aqui.

 Eu consegui ver 18 filmes. Pouco, em comparação ao número geral, claro, mas acho que muito para um estreante. E tenho certeza que foi bom eu estar com o dia ocupado trabalhando (incrível como o novo emprego veio na mesma época!), pois certamente estaria comendo capim a essa hora, de tanto que teria gasto com outros ingressos 😛 .. Anyway… essa é a lista, em ordem de preferência, dos que assisti entre 14 e 29 de outubro.

 1. Precious: Based on the Novel ´Push´ by Sapphire

2. A Single Man

3. A Prophet (Un Prophète)

4. Up in the Air

5. The White Ribbon (Das Weisse Band)

6. The Informant!

7. Fantastic Mr. Fox

8. À Deriva

9. An Education

10. Taking Woodstock

11. A Serious Man

12. The Bad Lieutenant: Port of Call New Orleans

13. The Road

14. Capitalism: A Love Story

15. The Man Who Stare at Goats

16. Chloe

17. Nowhere Boy

18. Life During Wartime

Precious-Novel-by-Sapphire-2009

Precious: melhor filme, atriz e atriz coadjuvante entre os 18 filmes que assisti no festival

 

E meus escolhidos:

Best Film: Precious: Based on the Novel ´Push´ by Sapphire, de Lee Daniels

(runners-up: A Single Man, A Prophet)

 Best Director: Jacques Audiard, Un Prophète

(runners-up:: Tom Ford (A Single Man), Wes Anderson (Fantastic Mr. Fox))

 Best Actor: Colin Firth, A Single Man

(runners-up: Matt Damon (The Informant!), Nicolas Cage (The Bad Lieutenant))

 Best Actress: Gabourey Sidibe, Precious

(runner-up: Julianne Moore (Chloe), Carey Mulligan, An Education))

 Best Supporting Actor: Niels Arestup, Un Prophète

(runners-up: Robert Duvall (The Road), Alfred Molina (An Education))

 Best Supporting Actress: Mo´Nique, Precious

(runners-up: Julianne Moore (A Single Man), Anne-Marie Duff (Nowhere Boy))

 Best Original Screenplay: Un Prophète, Jacques Audiard & Thomas Bidegain & Abdel Raouf Dafri & Nicolas Peufaillit

(runners-up: A Serious Man (Joel & Ethan Coen), The White Ribbon (Michael Haneke))

 Best Adapted Screenplay: A Single Man (Tom Ford & David Scearce, based on the novel by Christopher Isherwood)

(runners-up: The Informant! (Scott Z. Burns) & Precious (Geoffrey Fletcher))

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Filed under Famosos, Festivais, Filmes vistos

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