LFF 2011 – Dia 1

Fernando Meirelles autogrando no tapete vermelho

Como não estar empolgado? Começo de London Film Festival, 15 dias de puro cinema em vista, e um filme dirigido por um brasileiro na abertura? E daí que 99,9% dos críticos tão massacrando 360? Fernando Meirelles é o cara e ponto final. De alguém que viu Cidade de Deus mais de 50 vezes (30 dessas pro TCC, é verdade), que já bateu um papinho com ele e viu que a pessoa é um poço de simpatia e humildade, é possível que a opinião seja um pouco suspeita. Mas fato é que não achei 360 nem perto de ser a bomba anunciada.

Mas primeiro as honras da casa: Meirelles já tinha aberto o London Film Festival com O Jardineiro Fiel, quando eu ainda não tava aqui. E o próprio City of God esteve na programação de uma das edições. Ou seja, ele é queridinho do BFI e, em especial, da diretora artística Sandra Hebron, que já rasgou elogios públicos ao tio.

A Leicester Square tá uma zona absurda, com obras por todo lado, e o espaço pro tapete vermelho em frente ao Odeon estava minúsculo. Eu também estava mais do que ocupado à tarde (um encontro com Elzinha) e cheguei bem tarde. Ou seja, não consegui ver a muvuca muito de perto. Mas vi passarem por lá o Meirelles, o Jude Law (cheio de estilo de chapeuzinho e muito simpático), o alemão Moritz Bleibtreu, o roteirista/produtor Peter Morgan e outros atores europeus que estão no filme. Nada de Anthony Hopkins (quebrou o pé e não pôde vir), Rachel Weisz nem os brasileiros Maria Flor ou Juliano Cazarré.

Simpaticão como sempre, Meirelles apresentou seu elenco internacional, tropeçando nos sobrenomes impronunciáveis

Lá dentro, aguinha e o chocolate de comer rezando habituais. Cara, que orgulho deu de ver Meirelles naquele palco gigante apresentando o filme e a sua equipe. Emocionante de verdade.

O filme? Bom, gostei menos que Ensaio Sobre a Cegueira (que também foi chutado pela crítica), mas no fim das contas, bem razoável. É daqueles episódicos, cujas histórias e personagens vão se costurando, mas sem aquele ranço atual do Iñárritu, por exemplo. Ficou orgânico, além de muito bem fotografado e editado (Goldman + Rezende = êta brasileirada boa!). Mas um tanto frio, apático, sem muita emoção. Essa é a falha principal do filme, a meu ver. O elenco, porém, tá ótimo, ainda que nenhum ator ganhe uma cena daquela dignas de Oscar. E quer saber? Ainda que implique um pouco com ela (a eterna cara de boazinha), achei que Maria Flor ficou com o melhor papel! Pena que ela não seguiu o exemplo de Toronto e não resolveu aparecer por lá. O orgulho seria ainda maior. ✰✰✰

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Filed under Famosos, Festivais, Filmes vistos

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