LFF 2011 – Dia 9

O diretor Gerardo Naranjo apresentando Miss Bala

Miss Bala foi até agora a maior decepção do festival. Longe de ser um filme ruim, mas tinha um hype tão grande em cima dele, que ficou meio que na vontade. Tem uma puta história (real) e é rodado de maneira original, com um ritmo de thriller interessante. Mas acho que faltou personalidade pra personagem principal. Não criei empatia nenhuma com a moça, que não se mostrava nem corajosa nem cagona, daí o envolvimento com a história acabou comprometido. Por causa de problemas na exibição (ficou sem legendas por 10 minutos, depois voltaram do início), acabou atrasando muito e não pude ficar pra Q&A com o diretor mexicano Gerardo Naranjo. Talvez entendesse melhor seus objetivos. ✰✰✰

Linda Cardellini (a Velma!) e a diretora de Return, Liza Johnson

Return cumpriu o que prometia. Modesto, independente e intimista, pode não ter grandes atrativos à primeira vista, mas achei bastante decente. Foi interessante ver uma história já tão contada no cinema mas do ponto de vista feminino (soldados que voltam de uma guerra e têm suas vidas alteradas). Se escolhi o filme por causa do Michael Shannon, ele acabou sendo coadjuvante na história (e num personagem bem “normal”, pra variar um pouco). E grata foi a surpresa de ver a diretora Liza Johnson e a protagonista Linda Cardellini pra Q&A numa sessão fora do horário nobre. Acho que é o primeiro papel de destaque de Linda (a Velma do Scooby-Doo!) e ela sai-se muito bem. ✰✰✰

Mais George no tapete vermelho

O segunda dia de George Clooney tinha um pouco menos de expectativa quanto ao burburinho da première – já tinha visto o tio no dia anterior, e nem cheguei muito cedo pro red carpet (mas ainda assim peguei ele voltando (!) pra autografar mais), mas mais expectativa pro filme em si. Afinal é o novo de Alexander Payne, diretor do qual gosto muito e que há sete anos não lançava nada (Sideways foi o filme-surpresa do festival em 2004!). Pois The Descendants não foi tão genial quanto seu último (nem quanto Eleição ou As Confissões de Schmidt, na real) mas também não decepcionou.

Diretor e equipe de The Descendants no palco do Odeon

O tom agridoce do roteiro é mantido, alternando riso e choro constantemente (e rola os dois, pode acreditar). É possivelmente uma dos melhores interpretações de Clooney (com uma cena perto do fim digna de aparecer no clipe do Oscar) e o elenco feminino coadjuvante também afiado (as duas filhas e a sempre ótima Judy Greer). Uma das filhas, a novata Shailene Woodley estava lá para apresentar o filme (mal conseguia caminhar com uma sandália a la Lady Gaga),  junto com Clooney, Payne e o produtor Jim Burke. Tem toda pinta de estar figurando no próximo Oscar. ✰✰✰✰

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Filed under Famosos, Festivais, Filmes vistos

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