LFF 2011 – Dia 11

Miranda July (foto: Picturehouse)

Ser convidada para dar uma Masterclass tendo apenas dois filmes no currículo não é pra qualquer um. Mas Miranda July não é uma qualquer mesmo. Pra começar, ela é aquela própria persona de Eu, Você e Todos Nós (e também o novo The Future), exata, a mesma voz, o mesmo cabelo, a mesma timidez e doçura. Não conheço o trabalho dela além dos filmes – pintora, escultora, escritora, poetisa… – mas a moça parece um poço de criatividade e personalidade. Foi legar rever clipes do primeiro filme (confesso que nem sequer lembrava do John Hawkes!). Vamos ver se ela mantém o estilo totalmente pessoal ou vai namorar com Hollywood (deu a entender na entrevista que talvez seja hora de escalar uma “estrela” em um de seus filmes).

Jean Dujardin & Béréncie Bejo, de The Artist (fotos: BFI)

Ainda não li nenhum comentário que não fosse megaultrasuperhiperentusiasmado e apaixonado por The Artist. Sério, até o mais durão dos críticos cai de joelhos e se derrete. Mas como julgá-los? Uma das mais belas homenagens ao próprio cinema que se viu nos últimos anos, é uma delícia do início ao fim. É ao mesmo tempo ousado (mudo, em preto-e-branco e com dois atores franceses poucos conhecidos) e convencional (o roteiro segue uma fórmula pra lá de óbvia, mas contada com tanto carinho que não tem como resistir). Agora, um arrependimento: ter optado pela sessão nobre de Carnage ao invés de The Artist. Acabou que não foi ninguém divulgar o filme do Polanski e deixei de ver Jean Dujardin e Bérénice Bejo por lá (até Harvey Weinstein foi na première – alguém falou em campanha pro Oscar? Desde já, favorito absoluto). ✰✰✰✰

A diretora Andrea Arnold e seu elenco de Wuthering Heights

Acabou que a versão 2011 da britânica Andrea Arnold foi a primeira que assisti de Wuthering Heights (O Morro dos Ventos Uivantes), dita como a menos convencional até hoje. Pra começar escala um ator negro para o papel de Heathcliff (já vivido por Laurence Olivier e Ralph Fiennes, ente outros). O ritmo é bem lento, a narrativa um tanto picada e nem sempre cronológica, há poucos diálogos e uma fotografia bastante elaborada (premiada em Veneza). Ou seja, lindo de ver, nem tanto de “sentir” (atores novatos e um tanto sem expressão). PS: fui numa segunda sessão do filme (conforme tava no programa), com minha calça xadrez básica e dei de cara com uma première com tapete e tudo. Sorte que aquí é Londres, e smoking e moleton podem dividir o mesmo espaço sem qualquer preconceito. ✰✰✰

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Filed under Famosos, Festivais, Filmes vistos

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