London Film Festival 2012: resumão

Ufa, que 12 dias foram esses? O ritual do meio período de trabalho + 3, 4 ou 5 filmes por dia, aliado à dieta do sanduíche, água e chocolate foi puxado, corrido e cansativo, mas absolutamente incrivel.

Consegui assistir 39 filmes no London Film Festival 2012, mas tinha mais uns 20 que veria fácil. Verdade que o festival mudou um pouco de cara este ano (nova direção artística, nova estrutura da seleção, dois dias a menos, mais venues), mas não perdeu nada em qualidade.

E nada a dever no quesito tietagem também: se teve Madonna ano passado, esse ano teve Rolling Stones; se não teve 3 filmes do George Clooney, teve 4 com Isabelle Huppert (que não veio!); e teve quase toda sessão (mesmo as da tarde) com seu respectivo diretor voltando para Q&A. Eita dinheiro bem gasto.

A seguir, um resumo do quê e de quem vi por lá (em ordem de preferência). Obs: clicando na imagem do filme, vai pro link do Filmow ou IMDb pra saber mais sobre o tal); e no final do post têm mais fotos das celebridades, e também um link para todos os vídeos no YouTube.

38. Francine (EUA, Brian M. Cassidy & Melanie Shatzky)

Adoro um bom indie americano. E com uma atriz do naipe de Melissa Leo à frente, levava fé. Mas não rolou. O roteiro dos também diretores me pareceu preguiçoso, até meio covarde, sem levar a possível piração da personagem principal a um ponto que realmente emocionasse ou fizesse o espectador sentir alguma coisa por ela, seja simpatia ou aversão. Tudo muito contido e econômico (1 hora e 10!), mas sem grande efeitos pra mim. **1/2

38. O Grande Kilapy (Portugal/Angola/Brasil, Zézé Gamboa)
Na falta de outros filmes genuinamente brasileiros no festival, arrisquei este portuga estrelado pelo Lázaro Ramos. Contando uma história real do tal do bon-vivant angolano João Fraga, o filme carece de recursos dramáticos para tornar mais interessante as aventuras do personagem. O sotaque de Lázaro é sim discutível, mas superado pelo carisma com que defende Joãozinho. Pior foi ter que ver ver atores como Antonio Pitanga e Maria Ceiça dublados com sotaque português. Comédia involuntária. **½

37. Hyde Park on Hudson (UK/EUA, Roger Michell)

De cara com Bill

Foi daqueles filmes que lá no início quando se começou a falar nele, parecia uma perfeição. Finalmente Bill Murray ganharia o Oscar dele, Laura Linney quem sabe também e o filme iria longe. Faltava mesmo ver pra crer. E foi, de longe, a maior decepção do festival pra mim. A maior culpa é do roteiro, que simplesmente não caminha pra lugar nenhum. A personagem principal (Linney) é quase uma planta, sem personalidade e o envolvimento dela com Roosevelt (Murray) é, além de inconvincente, questionável. A (quase) salvação cômica do filme é o casal real britânico e seus choques culturais com a cultura americana. Mas não foi suficiente. **½
Ao vivo: já tinha visto Bill na abertura do festival de 2009, com Fantastic Mr. Fox, dividindo os holofotes com George Clooney, Wes Anderson e cia. Mas aqui o show era só dele. Claro que fiquei na grade antes do filme pra ver ele passar. E ele foi… Bill Murray. Aquele que não ri, parece estar sempre de mau humor, mas na verdade é por isso que é o gênio que é. Na introdução do filme, fez muitas e muitas piadas – “desculpe não falar a lingual de vocês”, rasgou elogios pros britânicos e agradeceu pelo show das Olimpíadas de Londres (tem no vídeo lá embaixo). Sim, o filme decepcionou, mas Mr. Murray não.

36. Crossfire Hurricane (UK/USA, Brett Morgen)

I can´t get no…

Não tenho dúvida que não sou capaz de fazer crítica decente desse filme, até porque estava lá como curioso e pra “ver as figuras”.  Confesso que desconhecia a maioria das histórias, o que no final teve um lado bom, pois algumas me surpreenderam – como o do show a la Woodstock que se transformou num caos de violência, e o nível de histeria das fãs na década de 60 – tudo devidamente mostrado em imagens de acervo de babar. Os ex-membros da banda foram bastante explorados também. Pro coitado do Ronnie Woods, porém, sobrou menos de 15 minutos no final. Ou seja, o filme para nos anos 70, o que,a meu ver meio que desconfigura a proposta de ser um filme sobre “os 50 anos dos Stones”.  Um documentário tradicional, sim, mas com personagens tão fascinates que é difícil reclamar. ***
Ao vivo: se eu queria muito ver o filme? Claro que não. Estava ali para ver os ditos, pois sabia que a coisa ia ser grande. E foi. Leicester Square estava lotada – por uma faixa etária levemente avançada, diga-se – e seus anfitriões não decepcionaram. Os quatro chegaram juntos e fizeram barulho. Tentaram autografar e dar atenção aos fãs, mas os fotógrafos, jornalistas e seguranças pareciam tão ou mais tietes que os outros, daí não sobrou muito tempo. Lá dentro do Odeon, a euforia não foi menor, e os convidados engravatados estavam tão alucinados quanto os que tomavam chuva lá fora. No fim da contas, teve de tudo: teve Jerry Hall perdida na minha frente sem achar o ticket e quase sendo barrada, Liam Gallagher pagando de melhor amigo, Colin Firth chegando de surpresa, cantoria e gritinhos durante o filme e, claro, aplausos efusivos após a sessão. Eis os £25 do ingresso recompensados.

35. César Deve Morrer (Cesare Deve Morire, Itália, Paolo e Vittorio Taviani)
Grande expectativa também para o ultimo vencedor de Berlim. Um documentário (ou quase isso) que acompanha a montagem e encenação de “Júlio César“, de Shakespeare, pelos detentos de uma prisão de segurança máxima em Roma. O que começa interessante, mostrando o envolvimento dos presos com o projeto, depois torna-se bem repetitivo e cansativo, apoiando-se exclusivamente na força das palavras da peça.  Talvez eu que não tenha capacidade suficiente de absorver o texto, mas que achei chato, achei. ***

34. Lore (Austrália/Alemanha/UK, Cate Shortland)

Ouvi muito confete pra esse filme, cotado até para uma possível surpresa no Oscar de filme estrangeiro (representando a Austrália), mas no fim das contas fiquei com a sensação de que já vi esse filme outras tantas vezes. Crianças negligenciadas pelos pais que têm que se virar sozinha em meio à violência e pobreza? Tudo com guerra e nazismo como pano de fundo? Aham, passou no Supercine semana passada. Ok, tudo é muito bem fotografado e com atores esforçados – a estreante Saskia Rosendahl realmente tem uma presença luminosa – mas nada que vá me deixar pensando meia hora depois do filme. ***
Ao vivo: a diretora Cate Shortland foi na curta Q&A e falou do desafio de criar uma história que contasse o drama na visão dos filhos dos “perpetrators”, dos que cometeram os crimes de guerra. Curiosamente, ela é australiana e foi filmar em alemão (por motivos pessoais, familiares), sendo um desafio ainda maior. Era isso.

33. Seven Psychopaths (EUA/UK, Martin McDonagh)

Martin McDonagh

Certamente um dos filmes com maior hype do ano. In Bruges do mesmo diretor é genial e o elenco aqui é de babar. Mas o roteiro é por demais pretensioso e auto-suficiente, e no fim nenhum dos personagens se destaca de verdade. Tem uma meia dúzia de boas piadas, muito sangue e Christopher Walken sendo Christopher Walken, o que é sempre ótimo. Mas decepciona. ***
Ao vivo: em termos de celebridades, foi a maior frustração – simplesmente nenhum do elenco! Tudo bem que a maioria eu já tinha visto (Farrell, Rockwell, Harrelson, Stuhlbarg), mas tinha uma pontinha de esperança do Walken dar as caras… num rolou. Estavam lá só o diretor Martin McDonagh e um dos produtores, que não ajudaram muito a crescer a nota final do filme.

32. Simon Assassino (Simon Killer, EUA, Antonio Campos)
Indie americano que demorou anos para ser lançado, com muito burburinho. Confesso que ficou meio no vácuo, não entendi bem a ideia e o propósito. Gostei sim do estilo – fotografia, montagem e música bem interessantes – e Brady Corbet é bom ator (gostei dele no Martha Marcy May Marlene e até Melancolia), mas o desenrolar do personagem (americano recém-formado que perambula por Paris e se envolve com uma prostituta) é lento, pesado e sem grandes atrativos.  Lamentei muito não ter podido ficar pra Q&A com o diretor. Seria deveras interessante ouvir este americano-brasileiro falar sobre as origens do projeto. ***

31. Love, Marilyn (EUA, Liz Garbus)

No ano da Marilyn, apareceu este documentário tentando ser diferente. Conta a história da vida dela baseada nas cartas recém descobertas escritas pela própria. Dai vem um bando de ótimos atores “interpretar as linhas” e tentar dar ritmo à narrativa. A verdade é que uns funcionam mais que outros – Jennifer Ehle, Janet McTeer e Viola Davis emocionam de verdade; Ben Foster por vezes tenta aparecer mais que as frases que está lendo; e a pobre da Lindsay Lohan hoje é vítima de seus lábios descomunais e impossíveis de se desviar o olhar. Há uns poucos fatos curiosos e realmente novos, mas se no final o resultado não é nada revolucionário, a figura em pauta garante o interessse no matter what. ***

30.  Minha Irmã (L’enfant d’en Haut/Sister, Suiça/França, Ursula Meier)

Gillian Anderson & Léa Seydoux

A história do guri de 12 anos que se vira praticamente sozinho – roubando e revendendo equipamentos de esqui num resort de luxo – já que sua irmã praticamente não para em casa, muito menos provém sustento pros dois, tem um quê dos Dardennes que me agradou. Aquele tom seco, sem firulas emotivas, cuja câmera sobre os atores exige deles toda a dramaticidade dos persoangens. E os dois o fazem muito bem. Mas o final preguiçoso me irritou e não convenceu. Daí a nota ***½
Ao vivo: Ursula Meier é uma boa diretora/roteirista (já a tinha visto quando ela veio falar sobre Home, seu filme de estreia em 2008), ainda que tenha a impressão de que ela se leva a sério demais. Léa Seydoux não voltou pra Q&A, e os coadjuvantes Martin Compston e Gillian Anderson – sempre com cara de deslocada e/ou entediada – não tinham muito a acrescentar.

29. 3 (Uruguai/Argentina/Alemanha, Pablo Stoll Ward)
Fiquei curioso pra ver o que vinha depois do ótimo Whisky. Pois veio esta “dramédia” familiar no mesmo tom intimista, de poucos diálogos e interpretações contidas tal qual o filme anterior de Stoll. É mesmo daquele estilo “que horas que começa a história?” que os mais ansiosos ficam cobrando. Mas ó: é devagar que se vai longe, não? A mim agrada. ***½ 

28. You Ain´t Seen Nothing Yet (Vous N’Avez Encore Rien Vu, França/Alemanha, Alain Resnais)

Como resistir à esta premissa: um grupo de atores famosos (Wilson, Amalric, Piccoli, Azéma, Girardot etc), interpretando a si mesmos, juntam-se em um castelo após a morte de um amigo em comum, que pede para que eles avaliem uma versão filmada da sua peça Eurídice, a qual todos certa vez já encenaram. A abertura é mesmo intrigante e promissora. O que segue é uma mistura de linguagens, um vai-e-vem de leituras da peça, ora emocionantes, ora lentas e um tanto aborrecidas. O resultado é sim irregular, mas admirável, especialmente quanto ao grau de experimentalidade que o veteraníssimo Alain Resnais, 90 anos, adota. ***½ 

27. Frankenweenie (UK/EUA, Tim Burton)
O melhor Burton dos últimos tempos? Sim, pode ser. Mas se for levar em conta as últimas empreitadas dele, digamos que não é a coisa mais sensacional do mundo né? Mas Frankenweenie é BEM Burton mesmo, em todos os frames. Mas num tom menos sarcástico que tanto a gente amava nos Batmans, Beetlejuice, Ed Wood etc… Achei um tantinho curto demais e com final meio apressado e atrapalhado. Mas faz o adulto sorrir e a criança pular na cadeira. Ou seja, missão cumprida (creio eu). ***½

Ao vivo: presente de aniversário de última hora (da LoveFilm) e eu que pela primeira vez não ia à uma abertura do festival, acabei lá entre os VIPs do red carpet, fazer o quê… 🙂 Da equipe do filme, Martin Landau e Catherine O´Hara passaram raspando sem falar com ninguém (bem decepcionante), enquanto Martin Short e Tim Burton atenderam quem puderam. Muitos outros convidados, um ou outro smoking e vestidos de Oscar, discursos, aplausos, brindes, e lá estava dada a partida para mais uma maratona fílmica.

26. Reality (Itália/France, Matteo Garrone)
Com um inegável queda pelos reality shows, este filme logo me chamou a atenção. Claro que não é sobre o Big Brother ou coisa parecida, mas sim uma crítica análise social da Itália (porque não do mundo) hoje. A sequência de abertura é espetacular, e ator principal segura o personagem com uma doçura e versatilidade impressionante. Mas o ritmo vai se perdendo depois da metade, e o final, apesar de bonito e sutil, não foi totalmente satisfatório. ***½

25. Song for Marion (UK, Paul Andrew Williams)

Terence Stamp

Tal qual Quartet, é o tipo de filme que a gente sabe exatamente como vai acabar, mas nem por isso perde a vontade de acompanhar a história. Em especial, por causa do elenco formidável de veteranos (mais a aguadinha Gemma Arterton). E a gente não costuma ver Terence Stamp  num papel tão, digamos, afetivo. Redondinho sim, mas sem deixar de ser honesto e provocar um punhado de lágrimas. ***½

Ao vivo: outra das grandes emoções deste festival foi ver e ouvir Mr. Terence Stamp ao vivo. Muito bem aos 74 anos, foi de fato econômico nas palavras e sorrisos na Q&A. Vanessa Redgrave não apareceu, infelizmente. E Gemma é simpática e levemente simplória, fazendo sempre questão de mostrar a fenda do vestido.

24. Quarteto (Quartet, UK, Dustin Hoffman)

Maggie Smith e Dustin Hoffman: os mais simpáticos

Curioso que demorou tanto para Dustin Hoffman estrear na direção. Não dá pra dizer que ele é um “diretor nato” ou coisa parecida, já que em Quartet não se vê qualquer arroubo de criatividade por trás das câmeras. Mas está estampado o carinho com o qual o diretor se dedicou ao projeto e conduziu seus personagens. Difícil apontar qual dos atores está melhor. O legal do roteiro (do oscarizado Ronald Harwood, baseado na sua própria peça) é que todos têm chance de brilhar em algum momento do filme – Maggie & Tom são o casal central, mas os demais estão igualmente irresistíveis. Afetivo, honesto e bem intencionado, exatamente como se esperava. ***½

Ao vivo: a premiere mais emocionante deste festival. Já na espera pré-filme, um show de simpatia por parte do diretor e de seus atores. Todos aqueles veteraníssimos ali na nossa frente conversando, confraternizando, sorrindo, abanando… algo meio surreal até. Maggie Smith, em especial, me surpreendeu pela simpatia. A maior emoção foi mesmo dentro do cinema: já na introdução os aplausos foram muitos (e merecidos) para aquelas verdadeiras instiuições britânicas. Todos assistiram ao filme junto da platéia e, no final, receberam ovação completa (ver vídeo). No hall do cinema, muita gente esperou eles descerem para novamente aplaudirem. Todos pareciam realmente gratos e comovidos. Eu inclusive.

23. Laurence Anyways (Canadá/França, Xavier Dolan)

Melvin Poupaud & Suzanne Clément

Já vi uma penca de críticos classiicando o filme de “histérico”. Concordo plenamente. Até porque parece refletir exatamente a personalidade do “experiente” diretor (3º filme, 23 anos de idade). Mas aí é que está a graça. Realmente me fascina o que esse pivete consegue contar com seus personagens e criar universos totalmente próprios. Admirável. ****
Ao vivo: não pude ficar pra Q&A depois do filme, o que muito lamento, apenas vi os dois protagonistas Melvin Poupaud & Suzanne Clément introduzindo o filme. O tal do Xavier é que, pela terceira vez, ignorou o festival. Humpf.

22. Mea Maxima Culpa: Silent in the House of God (EUA, Alex Gibney)

Com um tema explosivo desses – padres católicos e as constantes e crescentes acusações de abusos de crianças pelo mundo – de cara o filme já despertou interesse. E feito pelo tal que ganhou um Oscar por Taxi to the Dark Side em 2007 e concorreu com Enron – Os Mais Espertos da Sala (2005). Ele se utiliza de um episódio específico (crianças surdo-mudas abusadas por um padre em uma escola americana nos anos 60), para descandear a investigação. Tudo bem jornalístico, embasado, mas com forte emoção por parte dos personagens reais entrevistados. E ele vai longe nas acusações, e não poupa nomes como os papas João Paulo II e Bento XVI. ****
Ao vivo: por causa dos horários corridos, não pude ficar pra Q&A do Alex Gibney, que apresentou o filme antes. Ele é realmente bem badalado, pois foi tema um dos Screen Talks do festival.  Não vi nenhum dos filmes anteriores de Gibney, mas já fiquei curioso para os projetos que ele têm sobre o WikiLeaks e Lance Amstrong.

21. Paraíso: Amor (Paradies: Liebe/Paradise: Love, Áustria/Alemanha/França, Ulrich Seidl)

Risadas incômodas, gente se retorcendo na cadeira, minutos de silêncio após os créditos… Das sessões em que eu estive no festival, foi o filme mais, digamos, polêmico. Realmente não deixa ninguém indiferente. Por variados motivos, imagino eu: das muitas cenas de nudez à crueldade com que expõe sua personagem principal (palmas para Margarete Tiesel). Não vi os filmes anteriores do diretor (Import/Export e Dog Days), que ao que parece tem uma fama de énfant-terrible, mas mal posso esperar pelas outras duas partes da trilogia Paraíso (Esperança e Fé). ***½

20. Em Nome de Deus (Captive, Filipinas/França, Brillante Mendoza)

O tal do Brillante tá sempre badalando nos grandes festivais, e aqui dirige minha musa Isabelle Huppet, então tive que conferir. Rodado em grande parte em meio à selva filipina, conta um episódio real – grupo separatista islâmico que sequestro grupo de turistas – em tom de thriller político, mas dando voz suficiente aos seus personagens principais, tornando-se surpreendentemente humano. PS: Custo a crer que este será o título brasileiro (tirei do Filmow), que horror! ****

19. Celeste e Jesse Para Sempre (Celeste & Jesse Forever,EUA, Lee Toland Krieger)

Lee Toland Krieger

Mais uma comédia romântica moderninha, a la 500 Days of Summer? É, pode até ser. Mais que eu ri horrores, me envolvi e torci muito pelos personagens, também foi. Então, a meta foi mais do que cumprida. Fora que Rashida Jones é uma leading lady fantástica (perfeita no “Parks & Recreation”), e espero vê-la em muitos e melhores papéis no cinema. **** 

Ao vivo: Rashida estava anunciada como convidada, mas ao que parece não conseguiu chegar a tempo. O (muito jovem) diretor Krieger precisou limitar-se a contar que o projeto todo foi concebido por ela, como que um veículo para mostrar que pode carregar sozinha uma comédia romântica (totalmente comprovado, por sinal).

18. Silver Linings Playbook (EUA, David O. Russell)

Bradley Cooper & David O´Russell

Não tem como evitar a sensação de que David O. Russell está se bandeando cada vez mais pra Hollywood. O cara que já fez deliciosas bizarrices como Três Reis e I Heart Huckabees, há dois anos foi parar no Oscar com The Fighter, e o feito certamente vai se repetir ano que vem com este Silver Linings. Dito isso, também não dá pra ignorar o talento e qualidade do mesmo. Esse aqui é uma mistura em boas doses de comedia romântico-familiar e drama psiquiátrico. Um ou outro clichê estão sim lá, mas também diálogos corajosos e situações inesperados. E do elenco, não se pode falar um ai – é o melhor papel de Bradley Cooper até hoje, e de Robert De Niro em muito muito tempo; e Jennifer Lawrence corre para o Oscar a passos largos, realmente excelente. ****

Ao vivo: Foi o filme supresa menos surpresa até agora, já que era a principal aposta no Twitter. Claro que eu teria preferido um filme que não fosse estrear em 2 semanas no circuito comercial (Django? Lincoln? até mesmo Cloud Atlas?), mas não dá pra se queixar de ver depois no palco O. Russell e Cooper. A Q&A foi beeem fraquinha, sem grandes revelações – que o diretor se inspirou em Kubrick para comer o “The” do título, e que Bradley e De Niro são praticamente pai e filho na vida real (oi?).

17. Argo (EUA, Ben Affleck)

E não é que o ex da J.Lo tá se mostrando um diretor dos bons? Já tinha mostrado segurança em Gone Baby Gone e The Town, e neste novo, apesar de não ir muito além e fazer grandes firulas, conduz tudo com bom ritmo de thriller. É basicamente um filme de ação/suspense com um tema “sério” de fundo. Junte um punhado de atores afiados e (muitas) boas piadas e não tem como resistir. E sim, me parece a época certa para Hollywood (leia-se Academia) voltar aos tempos de Costner/Beatty/Eastwood e dar (ao menos indicar) Mr. Affleck praquele tal premiozinho. ****
Ao vivo: Abri mão da big premiere pra não perder o O Som ao Redor, mas consegui dar uma escapada pra espiar o red carpet. Ben Affleck, John Goodman e Bryan Cranston foram simpaticíssimos e atenderam – Ben mais sorriu do que autografou (dava um risco em cada papel) enquanto o sr. Walter White tirou foto e bateu papo com quem pediu.

16. Dentro de Casa (Dans La Maison/In the House, França, François Ozon)

Vi muito crítico dizendo que este é o melhor filme de François Ozon. Estou quase concordando (talvez prefira ainda Sob a Areia), mas realmente é um de seus trabalhos mais maduros e bem acabados. Consegue ser na mesma medida uma comédia muitíssimo engraçado e um thriller de roer as unhas. De remeter a Hitchcock, inclusive. O elenco é excepcional, e o “conflito” é conduzido de forma leve, por vezes em tom nonsense, mas totalmente coerente. Adorei. ****

15. West of Memphis (EUA, Amy Berg)

Como eu pouco ou nada conhecia sobre a história – dos 3 jovens acusados de matar e torturar 2 meninos no estado americano do Memphis – o filme foi totalmente surpreendente. Contado cronologicamente, mas não de forma didática, com uma bela edição dos depoimentos (que incluem Peter Jackson e Eddie Vedder). O curioso é que o filme ganhou meia hora a mais depois da decisão de janeiro deste ano (mas as quase 2,5h não chegam a pesar). E, ao que parece, será uma obra em aberto por bastante tempo. ****
Ao vivo: a simpática Amy Berg revelou que praticamente caiu de paraquedas no projeto, contratada por Peter Jackson para compilar todo o material. Falou também do envolvimento pessoal dela com os três personagens e suas famílias e que infelizmente até agora não há sinais de uma solução definitiva para o caso.

14. Robot and Frank (EUA, Jake Schreier)

Outra pequena pérola saída de Sundance, realmente admirável. Bastante engraçado, fala de temas sérios e até tristes de maneira muito leve e original. Pra mim, é a melhor performance de Frank Langella até hoje, devidamente amparado por um elenco de apoio de respeito. ****
Ao vivo: Tanto o diretor quanto Langella mostraram admirável humildade, falando de como fizeram o filme com orçamento mínimo. O mais surpreendente foi ouvir que Frank filmou todas as cenas sem ouvir Peter Saarsgard na voz do robô – tudo foi adicionado depois – o que só destaca ainda mais o o talento de ambos.

13. Elefante Branco (Elefante Blanco/White Elephant, Argentina/Espanha, Pablo Trapero)

Pablo Trapero

Mais um belo filme da safra argentina. Assim como em Carancho, o diretor não pega leve e desafia o espectador a seguir a história séria e tensa. A “digestão” não é mesmo fácil, mas o elenco exemplar ajuda e muito, com Ricardo Darín dando o banho de costume. ****
Ao vivo: fiquei felicíssimo em ver e ouvir o diretor por lá, do qual sou fã desde Família Rodante e El Bonaerense (e que já está com um pé em Hollywood). Entre outras coisas, ele contou da verdadeira aventura que foi filmar no verdadeiro “Elefante Blanco” e do desafio de Jérémie Renier aprender espanhol do zero para o filme.

12. A Bela Que Dorme (Bella Addormentata, Itália/França, Marco Bellochio)

Maya Sansa

Felizmente não é “um filme sobre eutanásia”, nem um docudrama sobre Eluana Englaro, a jovem italiana que viveu 17 anos em estado vegetative e virou pauta política e dicussõe no país inteiro quando seu pai lutou na justiça pelo direito de desligar seus aparelhos. Bellochio foi mais longe, e misturou uma dúzia de personagens levemente conectados para falar de temas tão caros como solidão, princípios, família, caráter etc. Profundo sim, mas não depressivo. Ao contrário, emocionante e até encorajador de certa forma. ****

Ao vivo: na falta de Bellochio, veio Maya Sansa, uma de suas atrizes preferidas. Não teve Q&A pois era última noite do festival. Ela só apresentou rapidamente o filme. Fiquei bastante impressionado com ela, que conseguiu se destacar no grande e competente elenco.

11. A Caça (Jagten/The Hunt, Thomas Vinterberg)

O ritmo lento que custa a engrenar me despertou um tantinho de desconfiança no novo Vinterberg, e o porquê do prêmio do Mads Mikkelsen em Cannes. Mas quando veio, foi pra derrubar. Tenso, triste, pesado, muitíssimo bem atuado (por todos, incluindo a menininha) e surpreendentemente humano. ****

Ao vivo: Doeu ter que sair antes da Q&A com Thomas Vinterberg (mademoiselle Cotillard estava à minha espera na sala de baixo), já que curto ele deste os tempos do Dogma. Pelo menos deu um oi no início e nos disse para ficarmos “preparados”. Essa sabe do que fala.

10. No (Chile/França/EUA, Pablo Larrain)
Outra excelente surpresa, este que tem tudo para concorrer ao Oscar de filme estrangeiro pelo Chile. Uma história real – a campanha que levou à transição pós-Pinochet no país – contada de maneira ágil e divertida, ao mesmo tempo leve mas séria e embasada. ****
Ao vivo: o diretor Pablo Larraín foi lá para contar sobre as decisões artísticas do filme. Dentre elas de tentar seguir ao máximo as referências reais da história (milhares de horas de filmes para servirem de base para a reconsituituição das cenas), e a corajosa e acertada decisão de rodar o filme como que em VHS, remetendo ao único estilo existente na época.

9. It Was the Son Stato il Figlio, Itália, Daniele Ciprì)

O diretor Daniele Ciprì (centro)

Fotógrafo dos filmes de Marco Bellochio, Daniele Ciprì estreia na direção (sozinha) de longas com este filme absolutamente surpreendente. Começa com aquele tom descarado de comédia italiana, com personagens berrões, barulhentos e famílias caóticas. O protagonista Nicola (vivido pelo estupendo Toni Servillo, irreconhecível) beira o insuportável de tão exagerado. Mas aí é que o espectador é pego de surpresa, pois não dá nada para a seriedade e gravidade dos fatos que cercam a realidade daquela gente meio maluco. Quando nos damos por conta, estamos de boca aberta com o desdobramento da história e como ela vai sendo contada. Não vale contar mais para não estragar. ****
Ao vivo: a Q&A do diretor foi uma das mais esclarecedoras, e me fez admirar ainda mais o filme. Ele explicou exatamente o que o filme transparece: que é basicamente uma ópera (e a trilha se inspira bem nisso), com a tragédia correndo paralela à comédia no mesmo ritmo.

8. O Som ao Redor (Neighbouring Sounds, Brasil, Kleber Mendonça Filho)

Kleber Mendonça Filho

Não vi o documentário (Crítico) nem os curtas anteriores do Kleber, mas fica nítido o quanto da bagagem de crítico (dos bons) ele carrega e imprime na sua estreia em longas. Lembra mesmo o Trabalhar Cansa (exibido no festival do ano passado), com sua narrativa urbana claustofóbica e com clima velado de horror. É daqueles filmes que vai “crescendo” dentro da gente depois de assistido. Mal posso esperar pelo próximo filme dele. ****
Ao vivo: Kleber desfilou seu inglês fluente (disse que morou muitos anos em Londres na década de 80 e considera quase sua segunda casa) e certamente encheu de orgulho os brasileiros ali presentes. Na Q&A ele narrou suas influências e histórias pessoais que colocou no filme, e falou da situação do cinema brasileiro, em especial do Recife.

7. Amour (Áustria/França/Alemanha, Michael Haneke)

Der Meister!

Seco, cruel, direto, brutal. Estranhamente não me destruiu por completo como esperado. Acho que como em A Fita Branca, vou precisar de uma segunda sessão para abosrver bem o peso da mão de Mr. Haneke. Ele realmente não poupa a resistência emocional do espectador, que assiste à entrega daqueles dois veteraníssimos atores em cena de forma estupefata. ****

Ao vivo: Michael Haneke (e seu tradutor alemão) fez questão de não responder às perguntas filosóficas ou existencialistas das plateia, já que de fato mostra-se sempre avesso a declarações pessoais (quem tem que interpretar é quem vê o filme, diz ele). Quem vai discutir com o mestre?

Michel Franco (esq)

6. After Lucía (Después de Lucía, México/França, Michel Franco)
O prêmio do Un Certain Regard em Cannes já garantiu a curiosidade, mas o resultado foi ainda mais além. Certamente foi um dos filmes do festival que “carreguei” comigo por mais tempo depois da exibição. Por mais da metade da metragem, ficamos apenas acompanhado a jovem Alejandra e sua adaptação à vida com o pai em outra cidade e a nova escola, mas sempre com aquela sensação que algo está para acontecer. É tudo muito sutil, até que… Wait and see. ****½
Ao vivo: Michel Franco revelou boas histórias sobre a produção, especialmente de como os atores jovens e não-profissionais ao improvisar e trazer mais veracidade aos presonagens. Fiquei muito impressionado com a segurança dele, e já fico curioso para o que vem por aí.

5. The Sessions (EUA, Ben Lewin)
O que tinha pra ser um show de pieguice e uma lavada de lágrimas se mostrou uma belíssima surpresa. Veja bem, as lágrimas estão lá – e são muitas – mas tudo é contado de forma tão leve e incrivelmente engraçada que a gente se entrega por completo na história (real). O trio de atores está absolutamente impecável (incluindo o sempre muito bom William H. Macy como o padre confidente das “aventuras sexuais” de Mark), todos dignos de Oscar, diga-se. ****½
Ao vivo: Helen Hunt é mais bonita pessoalmente, ainda que de poucos sorrisos, e John Hawkes novamente um show de humildade/timidez. Muito legal ouvi-los como se prepararam para os personagens, especialmente John – realmente não tem como imaginar o desafio físico daquele papel. Louvável.

4. Além das Montanhas (Dupa Dealuri/Beyond the Hills, Romênia/França/Bélgica, Cristian Mungiu)

Cristian Mungiu (esq.)

É preciso multiplicar 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias por 5 pra entender – de novo – o “peso” que Mungiu imprime pra essa história baseada numa história real. Eu particularmente não conhecia, e fiquei, de fato, chapado. Começa inocente, como um conto das duas amigas separadas que se encontram depois naquele convento opaco e sinistro. Longa vida ao cinema romeno. ****½
Ao vivo: Cristian Mungiu levou na esportiva ser apresentado no palco como Cristi Puiu (da Morte do Sr. Lazarescu). Um erro genuíno, é verdade, já que muita gante confunde os romenos, como ele próprio contou. Mas esse Mungiu é dos grandes de hoje, e impressionou também na Q&A, contextualizando a feitura do filme (que à certa altura passou ate pelas mãos de Polanski!) e o trabalho com as sensacionais atrizes não-profissionais (as duas principais premiadas em Cannes).

Só faltou a Katy Perry

3. Ferrugem e Osso (De Rouille et d´Os/Rust and Bone, França/Bélgica, Jacques Audiard)
Já Audiard não pega tão pesado quanto em Un Prophete, mas pqp difícil ver alguem sair ileso desse filme. Com dois personagens de extremo carisma, a história carrega um assombro de humanidade, daquelas de fazer doer o peito. E, sim, quem não chorar ao som de Katy Perry pode encomendar o caixão. ****½
Ao vivo: achei o Matthias Schoenaerts pra lá de “se achando”, fez questão de mostrar o quão “íntimo” é de Marion Cotillard, pegando-a no colo, metendo a mão onde bem queria e tentando fazer piadas em inglês. Mas como ele dá um banho no filme resolvi perdoar. Bem ao oposto de Marion, tímida como sempre (apesar de resolver tirar os sapatos lá pelo meio da entrevista – em pé).

2. Preenchendo o Vazio (Lemale et ha´chalal/Fill the Void, Israel, Rama Burshtein)
Esperava um filme meio burocrático, lento e até mesmo aborrecido, dado o tema tão “estrangeiro” para a nossa cultura. Mas pra minha grata surpresa, foi totalmente ao contrário. A história da menina de família ultra-ortodoxa de Tel Aviv, que não pode exprimir seus sentimentos e decidir sobre o próprio casamento, é de uma beleza estarrecedora. A fotografia é um espanto de tão delicada, e a estreante Hadas Yaron enche a tela com sua beleza e talento (não por acaso levou o prêmo em Veneza este ano). Fico só pensando o quão rápido ela seria importada por Hollywood caso fale inglês. Uma pequena obra-prima. ****1/2

1. Beasts of the Southern Wild (EUA, Benh Zeitlin)

Benh Zeitlin & Quvenzhané Wallis no red carpet (foto: Getty Images)

Ok, imaginava que havia algo de especial aqui, tamanho o burburinho e a cascata de prêmios. Mas nem todo o hype me preparou o suficiente. Como assim, mais um filme sobre infância perdida? De uma menininha que cria um “universo paralelo” para superar a dureza da vida real? Peraí, já vi esse filme. Pois não viu, believe me. O tom do filme é nada menos que mágico, Triste e tocante, mas nada, nadinha apelativo. E dá margem a muitas interpretações, o que é um alívio, pois não tenta ser edificante ou dar lição. E o que falar dessa Quvenzhané Wallis? Seis anos e vai ser indicada ao Oscar? Não sei, mas que merece, merece. Que olhar, que presença, que força na tela, wow. *****
Ao vivo: infelizmente não estava na première do filme e não vi o diretor e aquela coisa fofa da Hushpuppy.

Além dos 39 filmes, outros 2 eventos completaram a minha programação do festival: retrospectivas da carreira + entrevistas ao vivo com Martin Landau e Marion Cotillard.

Martin Landau in conversation

Aos 84 anos, Martin Landau até tinha certa dificuldade em caminhar, é verdade, mas a memória continuava intacta. Contou histórias sensacionais de trabalhar com Hitchcock em Intriga Internacional (fazendo até uma imitação impagável), de como “encarnou” Bela Lugosi em Ed Wood, de como demorou pra encontrar o tom do personagem em Crimes e Pecados de Woody Allen, das muitas tranqueiras que teve que fazer para pagar as contas nas décadas de 70 e 80, entre outras.

Marion Cotillard chegando ao BFI

Falando em Woody Allen, Marion Cotillard contou uma história ótima sobre Meia-Noite em Paris. De tão fã que é do cineasta, ela simplesmente travou – não conseguia se concentrar na personagem e considera sua atuação no filme medíocre! Além de linda e simpática (como esperado), adorei o fato de ela dar uma tropeçadinha no inglês de vez em quando – tipo custa a fazer uma piada, ou formular uma frase mais elaborada… tal e qual qualquer estrangeiro numa terra estranha. Me fez sentir “gente como a gente” 🙂

TOP 6 PERFORMANCES MASCULINAS


1. John Hawkes, The Sessions
2. Toni Servillo, É Stato il Figlio & A Bela Que Dorme
3. Matthias Schoenaerts, Rust and Bone
4. Mads Mikkelsen, The Hunt
5. Jean-Louis Trintignant, Amour
6. Frank Langella, Robot and Frank
Menções honrosas: William H. Macy (The Sessions) | Terence Stamp (Song for Marion) | Fabrice Luchini (In the House)

TOP 6 PERFORMANCES FEMININAS

1. Hadas YaronFill the Void
2. Suzanne Clément, Laurence Anyways
3. Margarete Tiesel, Paradise: Love
4. Emmanuelle Riva, Amour
5. Helen Hunt, The Sessions
6. Marion Cotillard, Rust and Bone
Menções honrosas: Jennifer Lawrence (Silver Linings Playbook) | Quvenzhané Wallis (Beasts of the Southern Wild) | Tessa Ia (After Lucia)

MAIS DO MELHOR E DO PIOR

Maior momento cara inchada de tanto chorar: West of Memphis & The Sessions
Maior momento de queixo caído: os finais de È Stato il Figlio & After Lucia
Pior momento “quase dormindo de olho aberto”: César Deve Morrer
Maior surpresa: È Stato il Figlio
Maior decepção: Hyde Park on Hudson
Momento “valeu todos os centavos pagos para estar na premiere”: Crossfire Hurricane & Quartet
Momentos de maior tietagem: Bill Murray, Terence Stamp. Marion Cotillard, The Rolling Stones
Diretores mais modestos e claramente espantados/deslocados de estarem ali: Amy Berg (West of Memphis) e Lee Toland Krieger (Celeste & Jesse Forever)
Diretores mais interessantes de ver falando: Cristian Mungiu (Beyond the Hills) e Michel Franco (After Lucia)
Diretores mais chatos de ver falando: Jacques Audiard (Rust and Bone) e Paul Andrew Williams (Song for Marion)
Celebridades mais bonitas ao vivo: Helen Hunt, Matthias Schoenaerts, Marion Cotillard
Maiores decepções com celebridades (metida/chata/esnobe): Catherine O´Hara e Bill Murray
Celebridade mais simpáticas: Maggie Smith, Dustin Hoffman, Keith Richards, Bryan Cranston
Maiores ausências: Christopher Walken, Isabelle Huppert, Winona Ryder, Xavier Dolan
Momento surreal: esbarrar com o Bill Nighy na porta do banheiro do cinema
Futuros prováveis indicados ao Oscar 2013 que passaram por mim: Marion Cotillard, John Hawkes, Ben Affleck, Michael Haneke, David O. Russell, talvez Bradley Cooper, Helen Hunt, Bill Murray, Tim Burton?

Em tempo: os poucos prêmios oficiais do júri foram bem distribuídos: Rust & Bone (melhor filme), Mea Maxima Culpa (melhor documentário), Beasts of the Southern Wild (melhor filme de diretor estreante), My Brother the Devil (melhor estreante britânica, pra diretora e roteirista Sally El Hosaini), além de prêmios pela carreira para Tim Burton e Helena Bonham-Carter.

That´s all. Aí embaixo uma galeria com alguns dos melhores momentos do 56hth BFI London Festival, em vídeo e em fotos. See you in 2013!

Link pra galeria de fotos:

London Film Festival 2012

Playlist do YouTube:

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Filed under Festivais, Filmes vistos

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